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Transtorno bipolar tem vários estágios

Jornal Vidaqui - Edição nº366 - 19 a 25 de outubro de 2012

O transtorno bipolar é decorrente de alterações bioquímicas, em especial na produção da serotonina, molécula envolvida na comunicação entre neurônios, fazendo o paciente alternar períodos de mania (euforia, impulsividade e agitação) com depressão (sensação de vazio, cansaço prolongado, retração e alguma ansiedade).

O transtorno afeta até 8% da população mundial, porém o número de pessoas tratadas no Brasil é baixo, pois a doença é frequentemente confundida, primeiramente aparecendo como depressão e a fase de mania podendo levar anos para acontecer, o que faz atrasar o diagnóstico em até dez anos.

A fase da mania persiste por sete dias no mínimo, fazendo a pessoa ter um comportamento impulsivo. Já o período de depressão que vem em seguida, dura pelo menos 15 dias. Fase de tristeza e alegria são normais no ser humano, porém os sintomas da bipolaridade podem ser intensos e são disfuncionais, ocorrendo na ausência de causas evidentes.

Existem três tipos de transtornos bipolares. O tipo 1 é a forma mais intensa, com clara alteração do humor, com fases de plena mania alternadas com períodos de depressão profunda. No tipo 2, a pessoa nunca tem episódios maníacos completos e tão intensos. Ele enfrenta períodos de níveis elevados de energia e impulsividade e momentos de depressão. Por outro lado, a ciclotimia é a forma mais leve da síndrome bipolar e não tem fases bem marcadas. A pessoa tem um humor oscilante e desregulado, com alguns sintomas depressivos. Por isso, grande parte dos portadores de ciclotimia são tratados apenas como depressivos.

A ocorrência da síndrome bipolar é equivalente entre os sexos, em geral as mulheres são mais facilmente diagnosticadas, por buscarem mais tratamentos para outros sintomas. Os homens, além de serem mais resistentes em buscar ajuda, costumam abusar de álcool e drogas e acabam sendo “tratados” em clínicas de reabilitação, como se os sintomas do transtorno viessem do abuso de substâncias, e não da disfunção cerebral.

O diagnóstico correto depende de 3 atitudes fundamentais: Não ter preconceito frente a possibilidade da existência do transtorno, procurar ajuda de um médico psiquiatra, fornecendo informações detalhadas dos sintomas, e seguir rigorosamente as orientações médicas, sem interrupção do tratamento proposto.


Publicado em: 23/10/2012 - Fonte: Enfª Luciana Scheffel, Auditoria Plasac Saúde